A sala de julgamento estava novamente cheia, mas o clima era outro. O burburinho da plateia soava mais tenso, mais carregado, como se todos ali soubessem que algo definitivo estava prestes a acontecer. As luzes frias refletiam no madeira escura dos bancos, e o ar parecia pesado demais para respirar com naturalidade.Na primeira fileira à esquerda, estavam os pais de July e, ao lado deles, os sogros dela — os pais de Misa. Dona Elisa, a mãe dele, mantinha as mãos entrelaçadas no colo. O rosto estava abatido, mas quando me viu entrar, seus olhos suavizaram. Ela sorriu com carinho e desviou o olhar imediatamente para meus filhos, admirando-os em silêncio. Provavelmente Misa já havia contado tudo a ela. Aquilo me apertou o peito.Eu caminhei pelo corredor central ao lado de Math. Meus pais vinham logo atrás, cada um com uma criança no colo. Trouxe Liam e Becca porque a asma deles estava atacada; se passassem mal, eu precisaria sair correndo para o hospital, e nossa casa nova ficava longe
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