LilianA casa estava cheia, barulhenta e viva, como se cada canto respirasse. A organização do quarto dos bebês seguia a todo vapor, haviam caixas abertas, tecidos espalhados, tons neutros misturados a detalhes delicados, parecia surreal. Em menos de quarenta e oito horas, eu saberia o sexo deles, e essa simples ideia fazia meu peito vibrar entre ansiedade e medo.Não era só ele que me deixavam ansiosa. Havia o pai deles também, um homem com o dom raro de me desestabilizar sem sequer estar presente. Lucian sempre soube como me deixar doente por dentro. Mas eu repetia para mim mesma, como um mantra, isso não é mais problema meu. Perdão não se implora, se constrói. E ele ainda estava muito longe disso.Eu não era mais a garota ingênua que ele arrancou de um convento, ensinando da forma mais cruel que o amor também corrompe. Eu tinha aprendido. Tarde, mas aprendido.E o pior de tudo era que, eu ainda o amava.— Você parece pensativa — senti mãos pousando em meu ombro.Me assustei de leve
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