Marina não foi acordada. Foi retirada do cativeiro. As correntes se soltaram sem aviso, o metal rangendo baixo, quase respeitoso. Mãos firmes a ergueram, mas não houve brutalidade. Isso, por si só, já era errado. O corpo de Marina ficou tenso imediatamente, cada músculo preparado para dor. Ela não veio. Em vez disso, veio silêncio. O corredor por onde a conduziram era diferente. Mais limpo. Iluminado por tochas bem posicionadas, que não lançavam sombras agressivas, mas uma luz quente, quase acolhedora. O chão não era de pedra bruta, e sim polido. Antigo. Cuidado. — Para onde estão me levando? — perguntou, a voz rouca, mas firme. Nenhuma resposta. Ela sentiu o vínculo reagir. Um aperto no peito. Um aviso silencioso. Quando a porta se abriu, Marina precisou conter o choque. O aposento era amplo. Paredes revestidas de pedra clara, tapetes grossos cobrindo o chão, móveis esculpidos com precisão. Um fogo crepitava na lareira, espalhando calor real — não o frio const
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