Capítulo 39 — Quero ouvir. Quero saber o que eu te faço sentir. Cada. Maldita. Coisa.
POV LeonelVer a primeira lágrima cair do rosto de Isabela foi como ver um relâmpago rasgar o céu escuro. Ela sempre se recompunha rápido, erguia as muralhas de gelo, mas ali, comigo, ela permitiu que a parede ruísse. E, no momento em que a vi vulnerável por escolha própria e não por imposição de medo, o meu controle estalou.Anos contendo a raiva, semanas reprimindo o desejo que sentia por ela; tudo evaporou.Eu me ergui ligeiramente do agachamento, segurei o rosto dela com as duas mãos, meus polegares enxugando as lágrimas quentes que molhavam sua pele perfeitamente desenhada.— Você não está mais sozinha, Isabela. E nunca mais estará — sussurrei com urgência, a voz embargada pela emoção violenta que dominava o meu peito.Ela soluçou, não de dor, mas como se estivesse exalando o ar de uma vida inteira. Suas mãos subiram até os meus braços, e com uma força surpreendente, ela puxou o meu paletó, aproximando-nos ainda mais. O olhar dela, molhado e febril, buscava os meus lábios. Não ha
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