O Primeiro ErroA madrugada ainda não havia se dissipado quando Helena abriu os olhos. O quarto permanecia mergulhado em penumbra, cortado apenas pela luz fria que escapava da fresta da cortina. Por alguns segundos, ela não soube onde estava. O corpo reagiu antes da mente, músculos tensos, respiração curta, o instinto de avaliar saídas, ângulos, riscos.Depois veio a consciência.Base avançada. Ala leste. Quarto provisório.E o erro.Ele não havia acontecido ainda nos registros oficiais, nos relatórios frios que Silvia exigiria mais tarde. Mas Helena o sentia na pele, latejando sob a clavícula, queimando atrás dos olhos. Um erro silencioso, emocional, perigoso justamente porque ainda não tinha forma concreta.Ela se levantou, vestindo-se com movimentos precisos. Cada gesto era treino, disciplina, repetição. Mas por dentro, algo estava fora do eixo.No corredor, o silêncio era cortado apenas pelo som distante dos sistemas de vigilância. Helena caminhou até a sala de monitoramen
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