Nomes Que Não Morrem.Helena não voltou para casa naquela noite.Não porque não pudesse, mas porque não era seguro.E segurança, para ela, nunca foi conceito abstrato. Era cálculo. Distância. Tempo.A Athena havia ativado o protocolo de isolamento temporário: Gabriel ficaria sob vigilância indireta, sem agentes visíveis, na casa de uma das integrantes da rede civil segura da agência. Uma mulher viúva, sem histórico digital relevante, fora dos padrões que qualquer grupo terrorista esperaria mapear.Helena concordara sem discutir.Por dentro, aquilo custava mais do que qualquer ferimento físico que já carregara.O quarto provisório na sede da Athena era funcional, impessoal. Uma cama estreita, uma mesa metálica, um armário. Ela sentou-se na beirada da cama, retirou a arma, desmontou-a com movimentos precisos. O som das peças metálicas era quase reconfortante, previsível, controlável.Diferente da memória que insistia em voltar.O nome surgira no relatório como um eco que nunca
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