Nathália chegou ao baile como quem não pedia licença ao luxo. O vestido preto, ombro a ombro, moldava o corpo com elegância silenciosa. O colar destacava o busto na medida exata — sem exagero, sem timidez. O cabelo preso em um coque despojado, mas calculadamente elegante, deixava o colo livre, exposto… confiante. E como se tivesse sido combinado. Na verdade, tinha sido. Jorge tinha dado o seu jeitinho. Eles chegaram juntos. E ele não escondeu. Fez questão de chamá-la para as fotos. Jorge, Marta, Agatha, Ana, Anabela… e Nathália. Os flashes dispararam. Os cochichos começaram na mesma velocidade. — Quem é ela? — Parente? — Namorada? — Filha? — Nora? As especulações se espalharam antes mesmo de entrarem no salão. Ao atravessar a porta principal, Nathália avistou as amigas mais ao fundo. Virou-se para Jorge com um sorriso leve. — Com licença… vou cumprimentar minhas amigas. Fez uma pausa curta, avaliando-o. — A propósito… o senhor está bonitão
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