MARKUS BLACKWOOD Apaguei a luz do quarto dele e fechei a porta, deixando uma fresta para a luz do corredor entrar. Assim que me afastei da porta, meu passo acelerou. Entrei no meu quarto e tranquei a porta. Finalmente. Tirei o paletó, a gravata e a camisa. As roupas cheiravam ao hospital. Cheiravam ao escritório. Entrei no banheiro, liguei o chuveiro na temperatura máxima e entrei no box de vidro. A água quente atingiu minhas costas, relaxando os músculos tensos dos ombros. Apoiei as duas mãos nos azulejos frios, baixando a cabeça, deixando a água escorrer pelo meu pescoço e pelo meu peito, lavando o dia. Fechei os olhos e a imagem dela veio, nítida e em alta definição. Leah. A Leah no meu escritório. O jeito que a luz do sol bateu no cabelo dela, destacando os fios dourados no meio do castanho. As sardas no nariz. A boca entreaberta, úmida, esperando. Senti o sangue descer. Foi uma reação instantânea. Meu pau endureceu em segundos, pulsando contra a minha coxa, pesa
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