MagnusEsta noite, não consegui mais me conter. As paredes da mansão pareciam se fechar ao meu redor, e os meus passos inevitavelmente levaram-me ao quarto dela. O quarto dela, porque eu me recusara a dividir o meu com ela. Outra tentativa patética de manter distância. Entrei sem bater — por que deveria? Tudo nesta casa me pertence, inclusive ela. E então eu a vi.Ela saía do banheiro enrolada numa pequena toalha branca que m*al cobria o essencial. Gotas de água escorriam pelo seu pescoço, desaparecendo no vale entre os seios. Os seus cabelos negros caíam como uma cascata de tinta sobre os seus ombros nus. Quando me viu, os seus olhos verdes se abriram em surpresa, mas não em medo. Nunca medo. Era isso que me fascinava nela.Sentei-me na beira da cama e a observei. A sua respiração acelerou. Eu podia ver isso na subida e descida rápidas do seu peito. Ela caminhou lentamente até estar a poucos passos de distância. Esperando o meu comando, talvez.— Venha aqui. Ordenei, gesticulando com
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