A chuva caía fina sobre a cidade. Daquelas que não fazem barulho. Só existem. Como ameaça silenciosa. Melina observava pela janela do pequeno apartamento seguro onde estavam escondidos havia três dias. Nada de bunker. Nada de base fixa. Ela tinha dissolvido a própria estrutura. A rede ainda existia. Mas não tinha mais centro. Isso tornava tudo mais difícil para eles. E impossível para Augusto. Ou pelo menos… era o que ela esperava. Atrás dela, Kauan terminava de revisar um notebook cheio de arquivos criptografados. Aline dormia no sofá. Exausta. A Mamba estava na cozinha improvisada, desmontando um rádio de comunicação para alterar frequência. Silêncio era a única coisa que os quatro tinham em comum naquele momento. Até Kauan falar: — Ele matou o Rafael. Melina não virou. — Sim. — Você esperava isso? Ela demorou alguns segundos antes de responder. — Eu esperava que ele escolhesse controle. Kauan cruzou os braços. — E isso significa matar alguém que esteve c
Ler mais