— Não fala — Eduardo implorou, suas próprias lágrimas finalmente rompendo a barreira, escorrendo por seu rosto endurecido. Ele pegou a mão dela, com uma delicadeza infinita, e a pressionou suavemente. — Não precisa falar. Você tá aqui. Isso é tudo que importa.Foi então que vimos. No canto do olho direito de Joyce, uma única lágrima se formou. Brilhante, pesada, ela deslizou lentamente pela têmpora, perdendo-se no emaranhado de seus cabelos no travesseiro.Aquela lágrima me despedaçou. Era a prova, a alma dela, presa por tanto tempo, finalmente conseguindo enviar um sinal. Um sinal de dor, de alívio, de confusão… mas um sinal de vida.Eu me aproximei, minhas pernas parecendo de gelatina. As lágrimas escorriam tão rápido que eu mal enxergava. Alana se agarrou à minha perna, chorando também, mas seus olhos estavam fixos em Joyce, cheios de um amor e um triunfo imensos.— Joyce — eu sussurrei, minha voz irreconhecível. Eu me inclinei e beijei sua testa, que estava fresca e suada.
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