Depois da quarta entrevista, eu já estava prestes a bater a cabeça na mesa. Uma tinha passado o tempo inteiro mexendo no cabelo e rindo de tudo o que eu dizia, outra quase chorou porque esqueceu o currículo, uma terceira me chamou de “chefão” e a quarta mal levantava os olhos, falando tão baixo que eu precisei me inclinar pra tentar entender.— Pelo amor de Deus… — murmurei, esfregando o rosto com as mãos. — Será que é pedir demais por uma pessoa normal?Peguei o interfone. — Sara, manda a última, por favor. E reza comigo pra ela ser minimamente equilibrada.— Pode deixar, chefe. — ela respondeu rindo.Segundos depois, uma batida suave soou na porta. — Pode entrar — falei, ajeitando a postura na cadeira.A porta se abriu e, assim que ela entrou, eu esqueci completamente o que ia dizer.Ela era… diferente.Cabelos loiros, lisos, caindo nos ombros, a pele clara e uniforme, um olhar firme, mas com algo tímido escondido ali. Uns olhos que pareciam ver além da sala. Devia ter uns 1,63 d
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