~ ZOEY ~Eu fiquei parada na frente da porta do banheiro como se ela fosse um portal para outra vida.Na minha mão, um teste de gravidez ainda na caixa, com aquele ar ofensivamente inocente de objeto que não faz ideia do estrago emocional que pode causar.O Matheus tinha voltado quinze minutos antes, ofegante e vitorioso, como se tivesse derrotado um dragão, quando, na verdade, tinha derrotado uma atendente que tentou empurrar vitamina pré-natal “pra garantir”.— Tá — ele disse, cruzando os braços. — Você vai fazer agora ou a gente vai ficar olhando pra isso como se fosse uma obra de arte?Eu engoli em seco.Uma vez que eu fizesse o teste, eu não poderia mais fingir que era só um surto dramático, um dia ruim, um acúmulo de coisas, um marido estranho e um coração sensível demais.Eu olhei para a porta do banheiro de novo. Depois olhei para o teste. Depois olhei para o Matheus.— Eu… — comecei, e parei, irritada com a minha própria hesitação.Matheus levantou uma sobrancelha.— Zoey, pe
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