Nayla Eu só percebi que tudo tinha realmente acabado quando o silêncio começou a tomar o lugar da música, ocupando lentamente cada espaço que antes estava preenchido por celebração, vozes, risos e olhares curiosos. O salão ainda permanecia impecável, como se tivesse sido montado para durar para sempre, com cada detalhe perfeitamente alinhado, cada luz refletindo no cristal, cada arranjo intacto, mas, ainda assim, já não era mais o centro de tudo. As pessoas começavam a se despedir, os grupos diminuíam, os passos se tornavam mais dispersos, e, pela primeira vez desde que aquele dia começou, eu consegui sentir o peso sair dos meus ombros, mesmo que apenas um pouco, como se o meu corpo finalmente entendesse que tinha sobrevivido a tudo aquilo. Apertei a mão do Adir com mais força, não por necessidade, mas por instinto, como se ainda precisasse confirmar que ele estava ali, de pé, ao meu lado, inteiro, consciente, presente, depois de tudo o que aconteceu. Porque, no fundo, eu sabia o qu
Leer más