POV: André Eu não devia ter tanta pressa. Passei seis meses morrendo de sede no deserto, e agora que tinha a fonte bem diante de mim, precisava saborear cada gota antes de me afogar. Eu passei tempo demais alimentando um ódio cego, imaginando que ela tinha me roubado para viver uma vida de luxo, ostentação e liberdade bem longe de mim. Mas a verdade que ela me entregou mudou tudo. Ela tinha se sacrificado. E agora, trancados naquele quarto, longe de Vila Nova e do fantasma do Thiago, tudo o que importava era reaver o que era meu. Afastei-me ligeiramente, o suficiente para diminuir o ritmo frenético da minha própria respiração, mas sem perder o contato visual. Angel estava deitada no meio do colchão, o cabelo ruivo espalhado como uma auréola profana contra o lençol gasto. Os olhos dela injetados de luxúria, acompanhavam cada movimento meu. — André... — ela sussurrou, a voz manhosa, os quadris se elevando sutilmente em um convite mudo. — Espera — ordenei, a voz saindo baixa, arr
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