Amara olhou para o homem à sua frente e acariciou-lhe o rosto com delicadeza. Os dedos finos deslizaram pelo nariz levemente arrebitado, pelos olhos frios e profundos, pelos lábios firmes…Ela queria guardar aquele rosto na memória — cada ângulo, cada detalhe, cada expressão contida que ele insistia em esconder.— Ok? — murmurou, a voz baixa, quase um pedido infantil.Amara queria que ele ficasse. Nem que fosse apenas por mais alguns minutos.Mesmo consciente de que ela não estava totalmente sóbria, Pitter não conseguiu recusar.— Tudo bem.O sorriso satisfeito que surgiu no rosto dela foi imediato. Amara fechou os olhos, relaxando por completo, como se finalmente estivesse em segurança.Algum tempo depois, porém, ela voltou a espiar por entre os cílios e sussurrou:— Ainda não consigo dormir… você pode, por favor, me dar um beijo?— Durma. — O olhar de Pitter tornou-se firme enquanto ele puxava o lençol, cobrindo-a até o pescoço.— Ah… — Amara fez um bico evidente, claramente desapon
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