Pov Olívia O barulho da porta do quarto batendo ainda ecoava nos meus ouvidos enquanto eu me atirava na cama, sufocando um grito contra o travesseiro. O silêncio que se seguiu no apartamento era pesado, doentio, carregado pelo cheiro de comida esfriando e vinho derramado que agora parecia o odor de um funeral. O funeral da minha paz. O funeral da esperança de que, em Eldora, eu finalmente teria uma família. Eu ouvi os passos abafados do Éric pelo corredor. Ouvi o murmúrio baixo da minha avó Amélia tentando acalmar a Luna na sala. E, finalmente, ouvi a porta da frente se fechar. Éric tinha ido embora, provavelmente sangrando por dentro e por fora. Fiquei ali, encolhida, sentindo meu peito arder. As palavras do Felipe rodavam na minha mente como lâminas. “Trepando com ele?”. Como ele pôde? Depois de tudo o que eu passei, depois de cada noite em claro em Londres segurando o choro para não acordar a Luna, rezando para que ele aparecesse, para que ele me salvasse daquela miséria... a
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