Jhon saiu da clínica com o envelope nas mãos como se estivesse carregando algo vivo.Algo que respirava.Algo que, a qualquer momento, poderia explodir dentro dele.O papel parecia leve.Mas o peso… era insuportável.Ele entrou no carro sem dizer nada, fechou a porta com mais força do que o necessário e ficou ali, parado, olhando para o volante. O envelope descansava no banco ao lado.Intacto.Fechado.Quase provocando.— Não… — murmurou, passando a mão no rosto.Não era negação simples.Era resistência.Era instinto.Era tudo dentro dele dizendo que aquilo não podia ser verdade.Ligou o carro, mas não saiu imediatamente. Pegou o envelope, virou, leu o próprio nome, o selo da clínica… e, por um segundo, pensou em rasgar ali mesmo.Mas não rasgou.Também não abriu.Colocou de volta no banco.Como se, ao não encarar… pudesse adiar a realidade.—Durante o trajeto até em casa, a mente dele era um caos.Imagens.Palavras.Lembranças desconexas.Eva dizendo.Mary olhando.Anna chorando.E
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