Clara apertou as coxas com força, mas isso só piorou a situação. Um novo latejar de desejo a fez gemer baixinho. Ela nunca havia tido um sonho tão explícito, tão real, tão intenso. E o pior, ou melhor, era que o Julian do sonho falava exatamente como o Julian real falaria. Aquela mistura perigosa de carinho protetor com uma dominância sexual crua.Ela olhou para o relógio. Eram 07:12 da manhã.O apartamento estava silencioso. Julian provavelmente ainda dormia no sofá. Clara levantou devagar, sentindo as pernas fracas. Foi até o banheiro do quarto de hóspedes, tirou a roupa e entrou no chuveiro. A água fria bateu em sua pele quente, mas não ajudou muito. Enquanto ensaboava o corpo, seus dedos demoraram entre as pernas, relembrando as sensações do sonho. Ela gozou novamente ali mesmo, de pé, abafando o gemido contra o antebraço, imaginando a voz grave de Julian mandando ela gozar.Quando saiu do banho, vestiu a mesma roupa do dia anterioreans e respirou fundo. Precisava agir normalmente
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