Henrique conduzia o carro pelas ruas quase desertas da cidade. O silêncio dentro da cabine era denso, carregado por uma tensão que, embora pesada, não chegava a ser desconfortável. Sabrina, com o olhar perdido na paisagem que passava pela janela, suspirou baixinho antes de romper a quietude.— Acho que tem algo errado naquela notícia — comentou ela, sem tirar os olhos do vidro.Henrique desviou a atenção da pista por apenas um segundo, concordando com um breve aceno.— Também acho. Páginas de fofoca adoram aumentar os fatos. Conhecendo a Clara como conhecemos, duvido muito que a história seja exatamente o que estão pintando.Sabrina passou a mão pelos cabelos, num gesto de frustração.— O problema é convencer o Vinícius disso. Ele está magoado demais para enxergar qualquer coisa além da própria dor agora.Henrique apenas respirou fundo, mantendo o foco na direção até estacionar em frente à casa de Sabrina. O motor silenciou e, logo em seguida, ele desceu do carro, contornando o veícul
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