Clara permaneceu parada por alguns segundos depois que as portas se fecharam. O galpão parecia ainda maior agora. Mais vazio. Mais frio. Ela não sabia quanto tempo ficou ali antes de finalmente obrigar as próprias pernas a se moverem.Quando atravessou a saída, encontrou um homem esperando próximo a um dos veículos.— Senhora Clara?Ela ergueu os olhos.— Sim.— O senhor Vinícius pediu que eu a levasse para casa.O coração dela apertou. Por um instante, olhou ao redor, como se ainda esperasse vê-lo.— Ele já foi embora?— Sim, senhora.Clara abaixou os olhos.— Ele disse mais alguma coisa?O homem hesitou.— Não, senhora.A resposta veio educada, mas definitiva.Poucos minutos depois, ela estava sentada no banco traseiro do carro. A cidade passava pela janela sem que realmente conseguisse enxergar nada. Então, acabou fazendo a pergunta que vinha tentando evitar desde que saiu do galpão.— Você sabe onde ele está?O motorista manteve os olhos na estrada.— Não sei, senhora.Clara encos
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