Yakov Mikhailov-BrecA casa nunca mais foi a mesma depois do nascimento de Sofia, Dimitri e Elena. Seis crianças. Seis Mikhailov-Brec correndo pelos corredores, gritando, rindo, chorando, quebrando coisas e consertando com abraços. Eu costumava achar que comandar uma organização criminosa era o maior desafio da minha vida. Eu estava enganado.Acordava às seis da manhã com o choro sincronizado dos três recém-nascidos. Audreen ainda se recuperava da cesárea — ela insistia em amamentar os três, mesmo exausta —, então eu me levantava primeiro. Pegava Dimitri no colo (o mais agitado dos três), balançava Sofia no berço portátil e colocava Elena no sling contra o peito. Os trigêmeos mais velhos — Arturo, Gael e Rhavi — já apareciam na porta do quarto, olhos sonolentos, mas animados.— Papai, eles acordaram de novo? — perguntava Arturo, esfregando os olhos.— Acordaram, filho. Vamos deixar a mamãe dormir mais um pouco?Eles assentiam, sérios como soldados mirins, e me seguiam até a cozinha. E
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