O ar na entrada da casa de Clarisse tornou-se denso, quase irrespirável. Nicholas, parado no batente, encarava Alfonso com uma fúria contida, os olhos castanhos fixos na mão de Alfonso que ainda segurava a de Clarisse. O sorriso que Nicholas trazia consigo havia se desfeito, substituído por uma expressão de choque e desconfiança. Alfonso, por sua vez, mantinha a sua postura inabalável, os olhos azuis encontrando os de Nicholas em um embate silencioso e carregado de significado.— Nicholas... — Clarisse começou, a voz falhando, tentando se desvencilhar do toque de Alfonso, mas ele não a soltou de imediato. A situação era um pesadelo, e ela se sentia presa no meio de uma tempestade.Alfonso, com um leve sorriso enigmático, finalmente soltou a mão de Clarisse. O gesto foi lento, quase uma carícia final, e o calor do seu toque permaneceu na pele dela.Ele então deu um passo para trás, criando uma distância respeitosa, mas sem quebrar o contato visual com Nicholas.— Saudações, senhor Abr
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