O vento que soprava do mar trouxe uma calmaria doentia para o topo da colina, isolando o Partenon do som da batalha que ocorria na costa. As tochas do pátio piscaram até apagar. Dimitra, cujos sentidos eram aguçados por anos de serviço a Atena, colocou a mão no braço de Nicolas, os olhos fixos na névoa que subia pelas escadarias de pedra.— Nicolas... É melhor sairmos daqui. — sussurrou a alta sacerdotisa, invocando o escudo dourado de sua deusa.Antes que o jovem pudesse dar um passo, a névoa se condensou. Argos manifestou-se entre as colunas do templo. Em sua forma de assassino, ele parecia uma silhueta alta e esguia envolta em mantos escuros, mas sob o tecido, dezenas de olhos dourados piscavam em sincronia, focados inteiramente no jovem aprendiz. A aura que emanava dele carregava o peso da opressão de Hera.— O seu tempo na terra acabou, mortal — a voz de Argos ecoou de vários pontos ao mesmo tempo, um sussurro multiplicado que arrepiou a espinha de Nicolas.Com uma velocidade sob
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