Quando voltei a ligar o aparelho, não demorou nem dez minutos para minha mãe ligar, olhei o nome dela piscando na tela do celular e fechei os olhos por um instante. Há meses atrás eu atenderia tentando explicar tudo, tentaria justificar, tentaria convencê-la. Hoje... Hoje eu simplesmente não tinha mais paciência. Deslizei o dedo pela tela e atendi. — Sim, mãe. É verdade. Tchau, mãe. — Thomas! Thomas, não se atreva a... Desliguei. Sem peso na consciência, sem arrependimento, sem vontade nenhuma de continuar aquela conversa. Talvez fosse horrível desligar na cara da própria mãe, mas também era horrível ver a mulher que eu amava sair chorando da minha casa porque a pessoa que deveria acolhê-la resolveu humilhá-la. Eu já tinha tomado minha decisão. Minha mãe jamais faria parte da minha família enquanto não reconhecesse tudo o que fez. Ela ainda não fazia ideia dos meus planos, não sabia da fazenda, não sabia das rosas, não sabia que eu havia encontrado Bárbara e Bruna. E muit
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