DesconfortoHelena observava os filhos brincarem no imenso salão de jogos que Rocco mandara construir especialmente para eles. O lugar era iluminado, cheio de vida, risos e alegria, quase um contraste cruel com a casa carregada de sombras, segredos e sangue.Os meninos corriam entre mesas, brinquedos e tapetes, enquanto, mais afastado, sentado como um guardião silencioso, estava ele…“Cão Morte.”Helena nunca havia se acostumado a ele.Às vezes seus olhos pareciam humanos… cheios de entendimento, quase ternos quando estão com olhando para seus filhos e Rocco, mas em outras ocasiões, são olhos cruéis. Sem conta que podia jura que ouvia Rocco conversa com eles, em outras, carregavam algo que atravessava a alma, algo frio, Ela desviou o olhar, respirando fundo, quando ouviu a voz de um dos filhos:“Mamãe… quando a vovó Elvira volta?”.Helena parou.Seu coração apertou.Ela sorriu com doçura… mas os olhos denunciavam a dor.“Não sei, meus queridos…” respondeu com calma forçada. “Acho que
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