“Finalmente, Pallot Arts Gallery!” Eliza exclamou eufórica para si mesma, à medida que seus olhos maravilhados contemplavam o requinte daquele edifício, sem ainda acreditar na sorte que tivera de conseguir estágio naquele lugar. A arte sempre fora uma paixão para Eliza e, foi na adolescência que ela começou a fazer seus primeiros esboços, pois era através do desenho que ela expressava todas as suas emoções. Sonhos, frustrações e decepções ganhavam cores e tornavam-se pinturas em suas telas, nas quais representava a imagem de um mundo perfeito e idealizado. Eliza não era apenas uma jovem pessimista, mas também uma garota sonhadora, que, a certa altura de sua vida, refugiou-se entre tintas e pincéis para fugir dos seus problemas e esquecer quem era. Como consequência disso, aos vinte e dois anos, ela ainda procurava um significado real para sua existência um tanto vazia. Deixando de lado suas turbulências interiores, ela olhou mais uma vez fascinada para a galeria, que em sua visão sonha
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