Aurora sentiu as pernas fraquejarem.
Se Adrian não a segurasse pela cintura, ela teria desabado no chão.
A fotografia tremia entre seus dedos.
Seu tio Miguel, caminhando pelo aeroporto, completamente alheio aos dois homens que o observavam à distância.
No verso, a mensagem cruel:
“Seu tio talvez não chegue vivo à Suíça.”
Aurora levou a mão ao peito.
A respiração curta.
Os olhos cheios de lágrimas.
— Não.
A voz saiu como um sussurro quebrado.
— Não, não, não...
Adrian a puxou para os braços imed