Mundo de ficçãoIniciar sessãoUma lembrança de quando criança surge, ela tinha apenas 8 anos quando ouviu uma conversa entre Adriana e Gabriela, elas estavam na cozinha era de madrugada quando Emy desceu para tomar um copo d'água mas travou atrás da entrada, sem ser vista ela observou as duas irmãs.
GABRIELA: tudo que importa pra você é o dinheiro, sai com qualquer um que possa te oferecer algo, porque você é assim, irmã? _diz com tristeza e em voz baixa, a mulher responde em mesmo tom. ADRIANA: porque eu não quero ficar igual a você trabalhando dia e noite pra ter o mínimo, eu mereço muito mais e vou conseguir custe oque custar. GABRIELA: só espero que essa sua ambição não passe dos limites, não vou permitir que faça mal a Emy. _retruca em tom de ameaça, assustando a pequena criança que é logo notada pelas duas que se encaram. ° Aos poucos Emily volta ao presente enquanto sua mãe a chama com falsa preocupação. ADRIANA: Emily, Emily você está me ouvindo? _a garota a encara de volta, ainda absorvendo o que acabou de ouvir, ela respira antes de começar com as indagações. EMILY: o que... oque esse senhor disse é verdade? Foi pra isso que você queria tanto fazer essa viagem comigo? GABRIELA: filha olha agen... _Antes possa concluir a garota a interrompe olhando para o homem. EMILY: quanto ela cobrou pra fazer isso? RICARDO: 100 mil dólares. _fala sem hesitação, enquanto os olhos de Emily estão lacrimejando, a mulher tenta se justificar. ADRIANA: filha, eu estou precisando de dinheiro, ele gostou de você, então.. _é interrompida novamente. EMILY: me vendeu... me vendeu como se eu fosse um objeto. _mais uma lágrima cai enquanto ela fala olhando nos olhos de sua mãe, que tenta continuar com os argumentos. ADRIANA: ele vai cuidar de você, pensa na vida de rainha que ele pode te proporcionar, esse casamento é a melhor coisa que eu poderia arranjar pra você. _diz com convicção mas é ignorada, a garota olha para o velho ricaço. EMILY: já que você é o meu dono agora, posso me retirar? _com um leve sorriso de vitória, ele apenas acena com a cabeça, logo a garota se retira sem olhar para sua mãe, assim que Emily se retira a mulher volta a sorrir triunfante. ADRIANA: eu não disse que ela era obediente. _fanfarrona enquanto ele bebe de sua taça, o jantar prossegue em silêncio. ~ Ao adentrar o quarto enraivecida a jovem Emily procura por seu celular. EMILY: onde está, onde ela deixou. _diz enquanto j**a os objetos da penteadeira no chão procurando, depois vai até o guarda-roupa e começa a desarrumar tudo, procura no banheiro mesmo assim não encontra o aparelho, frustrada por não conseguir encontrar a única coisa que poderia salva-la daquela situação ela senta na beira da cama, desejando com todas as forças voltar ao passado e não fazer aquela viagem, tudo que queria agora era estar no colo de sua mãe, queria sentir a proteção que ela lhe proporcionava a tristeza inundou seu ser então lágrimas começam a rolar por suas bochechas, uma dor profunda em seu peito decorrido pela traição daquela que lhe trouxe ao mundo, ela respira buscando por uma solução ao olha para a varanda sente que aquele seria o único jeito então ela corre para fora, vendo se há uma forma de escapar daquela realidade, ela passa por cima da grade de proteção pronta para pular, mas Adriana entrou no quarto e a impede de cometer tal loucura. ADRIANA: oque você pensa que esta fazendo? _briga a puxa para dentro, então j**a na cama abruptamente ela se põe de pé novamente a mulher segura seus braços. EMILY: eu quero ir embora daqui, a mamãe não vai gostar de saber que você está tentando me vender. _diz tentando se desvencilhar das mãos de Adriana, mas a mulher é mais forte assim rapidamente monta em cima da garota que tenta lutar, seus braços são segurados sobre a cama restando apenas se debater. ADRIANA: ela nunca vai saber disso, porque se você dizer alguma coisa pra alguém... eu mato ela tá me ouvindo. _ameaça com voz sombria a garota para de se debater, com isso Adriana solta seus braços e volta a ficar de pé enquanto a garota permanece na cama amedrontada. EMILY: você não teria coragem de fazer isso com ela. ADRIANA: então tenta... me testa garota, você não sabe do que eu sou capaz, ainda. _a advertência faz efeito, o medo no rosto de Emily é evidente a mulher continua. ... E se você não casar amanhã no pôr do sol com aquele velho, se prepare para o funeral da sua querida "mamãe". _debocha se afastando dando as costas para a garota. Toda sua vida lhe passa como um flash em sua cabeça, logo a fazendo questionar a mãe. EMILY: e tudo que você me disse era mentira? _com os olhos marejados ela se põe sentada esperando que a mulher lhe tenha um pouco de piedade. ADRIANA: oque você acha.... _solta com um ar de ironia logo ela finaliza apontando o indicador na cara da garota. Já está avisada, não queira saber do que sou capaz sua pirralha. _seguidamente sai do quarto batendo a porta com força. As lágrimas escorrem dos seus olhos de Emily se sentindo desolada, enganada e sozinha. ~ Ao descer Adriana para ao ver o homem a encarando de forma sombria ao pé da escada. RICARDO: então, como ela está? ADRIANA: o casamento irá acontecer amanhã, ela já aceitou. _suas palavras lhe trás um leve sorriso em seu rosto, em seguida ele se recolhe para seu escritório, a deixando aliviada. ~ Na manhã seguinte, Emily está sentada no chão enquanto sua cabeça está apoiada em uma poltrona, seus olhos estão inchados demonstrando que a noite tudo que fez foi chorar, a porta ainda está trancada a varanda também a deixando sem escapatória, uma funcionária b**e de leve na porta em seguida a chave gira e a maçaneta é girada, a mulher no auge de seus trinta anos e de cabelos ruivos amarrado entra no quarto com uma bandeja de café da manhã em mãos. FUNCIONÁRIA: Oi... acho bom você tomar um banho, vai se sentir melhor. _diz com compaixão em sua voz, ela deixa a bandeja na escrivaninha ao lado da cama, Emily levanta a cabeça olhando em direção da mulher, seu olhar volta a ter o brilho de antes com a presença feminina. EMILY: por favor me ajuda, eu preciso sair daqui. _pede buscando compaixão da parte da estranha que a olha aflita. FUNCIONÁRIA: como assim? oque eu posso fazer pra te ajudar menina. _obtendo uma resposta amigável Emily rasteja em direção a mulher que ajuda a se levantar. EMILY: um celular... eu preciso de um celular por favor. _solta inquieta, vendo o estado da garota a mulher pega o aparelho do bolso do uniforme e entrega para ela. EMILY: obrigada. _diz com um grande sorriso ela começa a discar o número de Gabriela, mas antes que ela possa completar a ligação, sua mãe entra no quarto. ADRIANA: oque pensa que está fazendo? _profere ao ver o celular, em seguida corre para tirar de suas mãos, as duas brigam pelo aparelho, com agilidade Adriana consegue vencer a filha então a j**a na cama enraivecida. EMILY: me dá isso agora. _tenta se impor mas a mulher a olha com superioridade depois desliga e j**a o celular no chão pisando com força deixando o aparelho em pedaços, fazendo a funcionária ficar ainda mais horrorizada com toda aquela situação. ADRIANA: ops já era..._ironiza, depois ela se direciona para a empregada e continua. ... Se você der outro celular ou fazer qualquer coisa pra essa menina sem me consultar, você terá que ir se despedindo desse emprego, estamos entendidas? _ameaça, a empregada apenas acena com a cabeça incrédula, seguidamente as duas se retiram trancando Emily no quarto, a garota b**e na porta pedindo para deixá-la sair, mas sem êxito fazendo com que ela apenas aceite seu destino, temendo que possa acontecer algo ruim consigo mesma ou com sua mãe de crianção. ~ Os preparativos para cerimônia está tudo pronto, os convidados começam a chegar e a sentar em suas cadeiras no jardim, toda a decoração está deslumbrante, da janela do quarto a jovem Emily assiste aquela cena enquanto o estilista contratado faz os últimos ajustes no vestido em que ela está usando, por mas que seus olhos demonstre tristeza, ela está lindíssima, com aquele vestido branco e uma coroa de flores na cabeça, fora as jóias que lhe foram colocada. Sua mãe entra no quarto e olha admirando a beleza de sua filha. ADRIANA: como você está linda, Emily, você é a noiva mais linda desse mundo. _diz com as mãos juntas perto do peito, a garota permanece sem dizer apenas solta um suspiro descontente, a mulher então pega o celular da bolsa, e faz um sinal para o estilista sair do quarto, logo as deixa sozinhas. ADRIANA: vou ligar pra Gabriela e é bom que você não diga nada do que está acontecendo, se não já sabe, não é? _ela faz uma pausa esperando o sinal da garota que logo concorda, a chamada é feita no viva voz, enquanto Adriana segura o celular perto do rosto da filha. EMILY: oi mãe. GABRIELA: (alô, Emily, que alegria ouvir sua voz, filha, como você está... a Adriana tá cuidando bem de você?) _sua mãe lhe olha ferozmente criando ainda mais medo na garota. EMILY: sim, sim está tudo bem, eu te amo tá. _diz com voz de choro, deixando a mulher do outro lado da linha assustada. GABRIELA: (você está chorando? oque tá acontecendo aí? Emily me conta.) _o braço da garota é segurado e apertado com força pelas mãos de Adriana. EMILY: não aconteceu nada mãe, não estou chorando, só um pouquinho emocionada porque já estou com saudades de você. _o aperto se torna frouxo novamente. GABRIELA: (eu também já estou sentindo sua falta mas é como você me disse é apenas uma semana, logo estaremos juntas novamente.) _a conversa se estende por mais alguns poucos minutos depois é encerrada pela mulher a sua frente, após guardar o celular novamente na bolsa volta sua atenção a garota. ADRIANA: acho bom você fazer tudo direitinho hoje, está me ouvindo, Emily... e enxuga essas lágrimas você tem que estar impecável nessa cerimônia. _a garota acena enquanto enxuga o rosto, as duas saem do quarto pronto para a celebração, o sol está perto de se pôr quando ela começa a ir para a entrada, há uma música suave enquanto ela caminha tentando parecer forte e feliz indo entre os convidados, até chega perto do homem que está lhe aguardando no altar, sua mãe fica ao lado a observando e fingindo um largo sorriso para os outros presentes na cerimônia, o padre lê os votos e mediante a todos faz a pergunta. PADRE: Ricardo Alencar você aceita Emily Garcia como sua legítima esposa, para amar e respeitar na alegria e na tristeza até que a morte os separe? _os noivos estão de frente um para o outro Ricardo está segurando a mão da jovem enquanto ela olha para baixo. RICARDO: sim, eu aceito. PADRE: Emily Garcia você aceita Ricardo Alencar como seu legítimo esposo para amar e respeitar na alegria e na tristeza até que a morte os separe? _ naquele momento, ela olha para alguns convidados buscando alguém que possa interferir, mas infelizmente ela não encontra, o padre tosse de propósito colocando a mão perto da boca. PADRE: cof, cof... você quer que eu repita a pergunta novamente minha filh?_ela responde antes que ele finalize as palavras. EMILY: sim... eu... eu aceito. PADRE: então vos declaro marido e mulher, pode beijar a noiva. _ele a segura pela cintura se aproxima e lhe aplica um selinho demorado, aquele beijo trás ânsia ao estômago da jovem, mas ela se contêm, os dois são aplaudidos seguidamente, Enquanto uma lágrima insiste em cair por suas bochechas, incerta de seu futuro.






