12. Regras De Uma Casa Silenciosa
Na manhã seguinte, Clara acordou antes que alguém viesse chamá-la.
Por alguns segundos, não soube onde estava. O teto alto, as cortinas claras ao redor da cama, o cheiro de sabonete caro e madeira encerada, tudo parecia pertencer ao quarto de outra mulher, uma mulher educada desde menina para dormir em lençóis finos e acordar sem medo de que a chuva tivesse entrado pela fresta da janela. Depois a memória voltou inteira, sem delicadeza: a igreja, a assinatura, a mão cicatrizada de Gabriel, a ca