*Henry*
O silêncio do meu quarto era ensurdecedor.
Já passava da meia-noite do oitavo dia desde que eu havia banido Elise de volta para o corredor. O frio lá fora castigava as janelas, mas o verdadeiro inverno estava preso no meu peito. Eu estava encolhido no centro da cama gigantesca e vazia, segurando o travesseiro dela contra o meu rosto como se ele fosse um colete salva-vidas em um oceano escuro. O perfume fraco de jasmim e chuva era a única coisa que impedia o meu lobo de enlouquecer e