Juliana Bezerra
O carro estava silencioso demais.
Leo dirigia com aquela postura firme, segura… mas eu conheço o suficiente para perceber quando ele está sentindo muito por dentro.
Eu estava.
Depois da conversa com a mãe dele, meu coração ainda batia estranho.
Eu olhei para ele de lado.
Ele mantinha uma mão no volante e, vez ou outra, deslizava a outra até minha perna, como se precisasse ter certeza de que eu ainda estava ali.
Como se eu pudesse desaparecer.
Eu entrelacei nossos dedos.
— Está