Aura Keller
Nova York brilhava de um jeito quase cruel naquele final de tarde.
Eu caminhava entre Ana e Helena pela rua de pedras claras, as vitrines iluminadas refletindo no asfalto ainda úmido da chuva da manhã. O ar estava fresco, cheirando a café torrado, perfume caro e aquela energia elétrica que só Manhattan tinha. Pela primeira vez em semanas, meus ombros não estavam completamente tensos. Quase leve. Quase.
“Você precisa parar de olhar o celular a cada dois minutos” disse Helena, rindo e