Miguel Starling
Três dias.
Faziam exatamente três dias que eu estava preso naquela casa que já não era mais minha, contando as horas para o despejo, quando a campainha tocou. Abri a porta e me deparei com o Dr. Henrique, meu advogado, segurando uma pasta grossa e com uma expressão que eu já conhecia: a de quem trazia notícia ruim.
"O que foi agora?" perguntei, sem nem cumprimentá-lo direito.
Ele entrou, fechou a porta atrás de si e foi direto ao ponto.
"O pedido de anulação do divórcio não foi