Os dias após o fim de semana dos mirantes foram marcados por uma felicidade quase perigosa de tão completa. Daniella e Augusto viviam em uma bolha doce, onde o mundo exterior parecia distante e irrelevante. Era meados de maio, e Belo Horizonte vivia um daqueles raros períodos em que o clima se equilibrava entre o calor residual do verão e o frescor que se aproximava.
Naquela terça-feira, Augusto havia chegado mais cedo em casa. Daniella estava no apartamento dele, como vinha acontecendo com fre