POV. Sol
Entro na casa de Augusto.
Ele fecha a porta atrás de nós.
A empregada vem apressada para nos atender, mas é dispensada por ele com um gesto rápido.
— Vou ver algo pra você comer, meu amor.
Ele ameaça sair. Seguro a mão dele com força.
E então desabo.
O choro vem intenso, descontrolado.
Meu peito dói como se fosse rasgar por dentro.
É uma dor que não cabe no corpo.
— Meu pai… meu pai não… — soluço. — Eu tô sozinha!
Augusto me pega no colo sem dizer nada.
Me envolve forte.
Sinto suas mão