Desligo o chuveiro e a água morna para de correr pelo meu corpo, deixando no ar da suíte master apenas o vapor denso que embaça o espelho italiano de parede inteira. Pego a toalha de algodão egípcio, enxugando-me com a calma e a precisão de quem nunca tem pressa porque domina o próprio tempo.
Encaro meu reflexo borrado através do vidro e passo a mão para limpar uma faixa do espelho. Olho para o meu rosto, para a postura impecável e para a firmeza do meu olhar. Há uma satisfação silenciosa em sa