Arthur permaneceu sentado no carro por alguns minutos depois que Helena atravessou a porta de vidro da clínica. Não ligou o motor.
Não abriu o notebook que sempre carregava no banco traseiro. Tampouco aproveitou o tempo para responder aos e-mails que, sem dúvida, se acumulavam desde a manhã.
Apenas observou a movimentação da rua através do para-brisa enquanto segurava o celular entre as mãos.
Pela primeira vez em muitos anos, compreendeu que esperar também era uma forma de amar.
O relógio