Helena respirou antes de responder.
— Lucas... você tem um tempo para mim? Agora? — a voz de Helena saiu pelo interfone como um sopro, embargada, desprovida de qualquer uma de suas defesas habituais.
Ela não conseguiu explicar o que havia acontecido. Não conseguiu dar nomes à dor ou ao medo. Mas não precisou. Do outro lado da linha, o silêncio de Lucas durou apenas o tempo de uma respiração antes de sua resposta vir, desprovida de qualquer hesitação ou cobrança: