Narrado por Antonella
O vinho francês descia como veludo, mas queimava como fogo no meu sangue. Eu não estava acostumada a beber, e as taças que Lorenzo servia para me manter calma sob o olhar de Paola começaram a cobrar o preço. O mundo girava em cores vibrantes. Quando o jantar de negócios terminou, eu mal sentia meus pés.
Paola, com sua voz de serpente, aproveitou a chuva que começava a cair lá fora para dar seu bote.
— Lorenzo, querido, está tarde e a estrada está perigosa. Eu poderia ficar