Os dias seguintes devolveram à Fazenda Luzes da Aurora uma rotina que, à primeira vista, parecia tranquila.
O movimento constante dos peões, o som dos tratores percorrendo os carreadores, o mugido do gado ao amanhecer e o perfume do café preparado por Dona Cida preenchiam novamente os espaços da propriedade.
Ainda assim, havia algo diferente. Não era apenas a vigilância reforçada nas porteiras nem os refletores acesos durante toda a noite.
Era a maneira como todos passaram a observar uns aos