(Visão de Mariana)
Acordei como se tivesse sido arrancada de um buraco profundo. Minha cabeça pesava, o corpo todo parecia ter sido passado por um rolo compressor.
Pisquei para a luz que entrava pelas frestas da persiana, com a confusão do dia anterior se assentando em mim como uma poeira grossa.
A explosão. O fogo. O cheiro de queimado que ainda parecia grudado no fundo da minha garganta. E depois… aqui na cama.
O peso dele em cima de mim, não opressivo, mas protetor. O calor da sua boca, a