Capítulo 47

A rua deserta, mergulhada no silêncio da madrugada, era o palco de um embate silencioso. Do outro lado da calçada, dois homens se encaravam. A tensão era palpável, e as palavras, embora proferidas em voz baixa, cortavam o ar como lâminas.

Daniel contraiu o canto dos lábios em um esboço de sorriso que não alcançava seus olhos. Suas íris negras, profundas e gélidas, fixaram-se no homem à sua frente.

— Que fetiche peculiar o seu, Sr. Eduardo... — a voz de Daniel era puro veneno. — Gosta de visitar
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