capítulo 7

- Elsa? Elsa? O que eu fiz porque está me ignorando?

Acelerei o passo indo rapidamente para minha mesa, liguei o laptop enquanto meus olhos verificam o endereço da intimação, zona nobre, para quem não tem dinheiro, está vivendo muito bem.

- Elsa...

- Advogada ou Assistente Elsa Valcut.

Levantei os olhos para encarar Advogado Nicholas Sparks, ele olhou-me fixamente tentando compreender meus pensamentos, engraçado, eu não me entendo, imagina ele?

- Porque está me tratando como estranho?

Ele ergueu sua estrutura corporal, tirou seu semblante sério para exibir seu charme habitual, ele tem problemas sérios de vaidade, não pode simplesmente acordar e se achar o homem mais irresistível do mundo.

- Nós somos estranhos.

Digo sem paciência.

- Ontem...

Eu fiquei em pé, peguei minha carteira.

- Ontem meu caro, eu estava de bom humor.

Falei calmamente, puxei minha poltrona para o lado saindo da mesa.

- Hoje, eu estou louca para matar alguém, e você, não está nos meus planos.

Passei por ele sem me importar com seu gemido gutural, que ele vá seduzir outra pessoa, não sou idiota, minha vagina não está disponível para ele.

Entrei no elevador e aguardei, minutos depois estava dirigindo calmamente em direção a zona nobre do meu cliente, ele ainda está em casa, duvido muito que faça algo útil além de enganar mulheres inocentes. Estacionei o carro em frente ao endereço, lentamente desço do carro, caminhei pelo pequeno jardim até entrar na varanda, olhei ao redor e vejo um belo carro esportivo, que interessante, alcancei meu telefone, destravei o ecrã e liguei o gravador, toquei a campainha e aguardei, toquei pela segunda vez, quando ouço sons de passos pela casa, como imaginei, o inútil sendo inútil.

- Quem é?

É voz de uma mulher, alguém abre a porta e vejo a sombra de um homem.

- Enrique Basement?

Ele franziu o cenho olhando-me cima a baixo antes de abrir um sorriso.

- Eu.

- Posso entrar?

Perguntei sendo educada.

- Claro.

Ele abriu a porta e eu entrei quando vejo uma mulher segurando um bebê, olhei para os cantos da casa tentando avaliar o valor do imóvel, se ele não quiser pagar por bem, eu tenho uma bela sugestão ao juiz.

- Quanto vale está casa?

Perguntei sendo indelicada.

- Compramos a 350 mil dólares.

A mulher segurando o bebê respondeu, talvez eles pensem que eu seja possível comprador interessado, está casa vale 200 mil dólares, e não 350 que eles estão falando.

- Que belo investimento.

Murmurei olhando para uma linda decoração, eles realmente não economizaram.

- Compra conjunta?

Perguntei certificando do problema.

- Eu investi a maior parte do dinheiro.

Outra idiota que caiu no papo dele.

- O carro esportivo?

- Porque tantas perguntas?

Enrique Basement perguntou desconfiado.

- Sou Ela Valcut, advogada familiar, sua ex, aquela que você largou ontem entrou com um processo judicial contra você, pedindo o dinheiro que te emprestou.

Virei meu corpo para o olhar.

- Aquela vadia realmente me denunciou?

Levantei a mão entregando a intimação.

- Senhor Enrique Basement, eu vim cobrar a dívida.

Mudei tom de voz para que ele entenda que não estou brincando.

- Eu não vou pagar.

Sorrio.

- Claro que vai.

Sorrio.

- Ou vendo está casa, ou seu lindo carro, você escolhe.

- Calma, calma, calma, essa casa é minha.

Aquela mulher disse desesperada.

- Ambos assinaram os documentos da compra?

Eles ficaram em silêncio.

- Querida, essa informação tem na prefeitura, então poupe meu trabalho e diga logo se às assinaturas são de ambos ou não.

- Ambos.

Ela murmurou.

- Eu não sabia que ele estava envolvido numa dívida.

- Enrique Basement, minha cliente quer seu dinheiro de volta.

Digo o cercando.

- Acham mesmo que vim brincar de casinha? Posso propor ao juiz vender esta casa, já que ela possui assinatura do acusado como proprietário do imóvel.

- Enrique, é minha casa, você não tem direito de destruir minha vida.

- Aquele carro é dele?

Perguntei suavemente.

- Calma, acabei de tirar da loja.

- Perfeito, dá tempo de devolver e ser reembolsado, ou eu com muito gosto coloco você atrás das grandes por burla, seduzir minha cliente e alicia-a a te dar dinheiro, enganação.

Apontei para mulher.

- Violência psicológica, isso dá no mínimo uns 5 anos de prisão.

- Você está brincando?

Ele começou a rir. Ergui minha mão entregando meu cartão.

- Apareça amanhã na Firma com seu advogado para devolução do dinheiro, ou eu, vou vender tudo que estiver em seu nome, colocar você atrás das grades e espalhar rumores bem legais sobre como você....

O olhei de cima para baixo.

- Seu corpo servirá para agradá-los.

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