Antes que eu consiga processar o que aconteceu, a maluca já está em cima de mim.
Ela monta no meu tronco, os joelhos prendendo meus braços, e começa a socar de novo. Soco atrás de soco. Eu só tenho reflexo pra proteger o rosto com as mãos, encolhendo o corpo, tentando enfiar o queixo no peito. Cada impacto estala nos meus braços, nos ombros, nas costelas.
Escuto o instrutor gritar, a voz estourando:
“Chega! Eu disse chega!”
Mas ela não para.
Os punhos dela continuam descendo, duros, certos. O m