André passou a noite em movimento.
Não porque tivesse para onde ir, mas porque parar fazia a realidade alcançá-lo. Sentou em uma praça, caminhou três quarteirões, entrou em uma lanchonete, saiu sem comprar nada, parou diante de um caixa eletrônico e ficou olhando para a tela como se ela pudesse se compadecer.
Saldo insuficiente.
Cartão recusado.
Conta limitada.
A vida inteira dele parecia resumida nessas mensagens.
O celular estava com pouca bateria, e ele não tinha coragem de desligar. Esperav