POV Aisha
A madrugada no quinto andar parecia esticar o tempo até quase arrebentá-lo.
Às três da manhã, a penumbra da UTI pediátrica era cortada apenas pelas luzes verdes e azuis dos monitores e pelo zumbido mecânico e constante da máquina de ECMO. Tyler havia cochilado por cerca de quarenta minutos na poltrona ao lado do leito, com os braços cruzados sobre o peito e a testa vincada mesmo durante o sono.
Eu não conseguia fechar os olhos. Mantinha o olhar fixo no traçado do eletrocardiograma