Aurora
Manhã seguinte...
Magnus Blackwood é um homem que não sorri, e isso não é força de expressão e tão pouco dramatização por minha parte, é uma ausência real, quase palpável, que pesa no ar daquela casa grande demais para tão pouca luz. Ele não sorri ao dar bom-dia, não sorri quando a própria filha se joga em seus braços, não sorri nem quando tudo dá certo, como se permitir esse gesto simples fosse um risco alto demais. O rosto dele permanece sempre igual: duro, contido e armado, como se qu