Magnus Blackwood
Eu só queria conseguir sobreviver ao primeiro dia sem Aurora sem que o silêncio da casa me engolisse por completo, mas cada canto vazio e o papel que ela deixou me forçavam a enfrentar a verdade mais cruel: eu a tinha perdido por escolha própria.
Passei o dia inteiro trancado no escritório. Não respondi às chamadas. Não atendi clientes. Não assinei um único contrato. O telefone tocou dezenas de vezes. O som martelava a cabeça como acusação. Quando a secretária ligou direto, a