Capítulo 4
Pietro Farias
A família saiu perto das nove da noite.
Minha mãe ainda secava o rosto quando beijou minha testa com cuidado, longe dos curativos. Meu pai só apertou meu ombro em silêncio. Tia Lara acenou da porta. O quarto ficou grande demais assim que a porta se fechou. O bip do monitor parecia mais alto. A dor na cabeça latejava em ondas lentas e a pele sob a gaze dos braços ardia.
Eu queria dormir. Só isso. Apagar por algumas horas e não sentir nada.
Fechei os olhos.